top of page

Relação albumina/creatinina na urina — RAC

Saiba para que serve a RAC, como coletar a urina e o que a presença de albumina pode indicar sobre a saúde dos rins.

Siglas/Nomes alternativos:

RAC; ACR; UACR

Material Analisado:

Urina — amostra isolada

Tipo/modalidade:

Exame laboratorial

Relação albuminúria/creatininúria; razão albumina/creatinina urinária; microalbuminúria em amostra isolada

A RAC compara a quantidade de albumina com a quantidade de creatinina na mesma amostra de urina. A albumina é uma proteína do sangue que, normalmente, passa em quantidade pequena para a urina.


A comparação com a creatinina ajuda a compensar a diferença entre uma urina mais concentrada e outra mais diluída. Aqui se usa a creatinina da urina, e não o valor de creatinina do sangue.


Ajuda a detectar e acompanhar perda de albumina pelos rins. Essa alteração pode aparecer mesmo quando a creatinina do sangue e a capacidade de filtrar ainda estão preservadas.


Quando o aumento é persistente, o exame também ajuda a avaliar o risco de piora da doença renal e de problemas cardiovasculares. A interpretação combina a RAC com a filtração glomerular e o restante da avaliação.


É comum no acompanhamento de diabetes, hipertensão e doença renal. Também pode ser solicitada quando há suspeita de lesão dos filtros dos rins ou necessidade de verificar a resposta ao tratamento.


Não é necessário ter dor nos rins para haver albuminúria. Muitas alterações iniciais não causam sintomas.


É coletada uma única amostra de urina em frasco indicado pelo laboratório. Geralmente se prefere a primeira urina da manhã, com coleta do jato médio após higiene: despreza-se o começo do jato e coleta-se a parte seguinte.


Uma amostra de outro horário também pode ser usada, conforme o pedido. Para esse exame, não é preciso juntar toda a urina de 24 horas.


Confirme o horário preferido, o tipo de frasco e o prazo de entrega. Faça a higiene orientada e evite tocar a parte interna do recipiente ou da tampa.


Mantenha hidratação habitual; beber água em excesso para produzir uma urina muito clara não melhora o exame. Informe menstruação, sintomas de infecção urinária, febre e exercício intenso recente, pois podem justificar outra ocasião para a coleta ou uma repetição.


Leve a lista de medicamentos e exames anteriores. Não suspenda tratamentos para pressão, diabetes ou rins para tentar obter um resultado diferente.


A RAC isolada geralmente não exige jejum. Se houver exames de sangue no mesmo atendimento, o preparo pode depender deles.


Não deixe de beber a quantidade habitual de água apenas por se tratar de um exame de urina, salvo orientação específica relacionada a outra condição.


As categorias usadas pela diretriz KDIGO para adultos, com resultado em mg/g de creatinina, são:


  • A1: menos de 30 mg/g — albuminúria normal a levemente aumentada.

  • A2: de 30 a 300 mg/g — albuminúria moderadamente aumentada.

  • A3: acima de 300 mg/g — albuminúria intensamente aumentada.


Essas categorias ajudam a classificar o risco; não medem diretamente quanto o rim consegue filtrar. Um resultado alterado isolado não basta para afirmar doença renal crônica: é preciso confirmar e avaliar a persistência, geralmente por pelo menos três meses, além do contexto clínico.


Alguns laudos usam mg/mmol, outra unidade. Não compare esse número diretamente com os limites em mg/g. Resultados próximos aos limites também precisam de interpretação, não de conclusões apenas pela letra da categoria.


Pode ocorrer em doenças renais associadas a diabetes, hipertensão ou inflamação dos filtros dos rins. Febre, infecção urinária, sangue contaminando a amostra e exercício intenso podem causar aumentos transitórios.


O profissional pode pedir nova coleta, preferencialmente na primeira urina da manhã, antes de concluir que a alteração é persistente. Uma RAC elevada não significa, por si só, insuficiência renal avançada ou necessidade de diálise.


Uma quantidade pequena de albumina na urina costuma ser um achado favorável. Não há necessidade de procurar uma doença apenas porque o valor está próximo de zero.


Mesmo uma RAC normal não exclui todas as doenças renais. Algumas causam redução da filtração, sangue na urina ou perda de outras proteínas, sem aumento importante de albumina.


Exercício intenso, febre, infecção urinária, menstruação e elevação importante da glicose ou da pressão podem influenciar. Por isso, comparar amostras em condições semelhantes ajuda no acompanhamento.


A quantidade de creatinina urinária depende, entre outros fatores, da massa muscular. Em pessoas com pouca musculatura, a relação pode parecer maior para a mesma quantidade de albumina.


Medicamentos usados para proteger os rins podem reduzir a albuminúria de verdade. Essa melhora não é um erro do exame, e o tratamento não deve ser retirado para realizar a coleta.


Em pessoas com diabetes ou hipertensão, a RAC deve ser interpretada com a pressão, a glicose e a filtração dos rins. Em idosos ou pessoas com massa muscular muito reduzida, a creatinina urinária merece atenção na leitura da relação.


Crianças precisam de avaliação pediátrica; conforme a suspeita, a relação proteína/creatinina pode ser mais apropriada. Na gravidez, a investigação de pré-eclâmpsia costuma utilizar a quantificação de proteínas totais, e não simplesmente os limites A1, A2 e A3 da RAC.


A coleta não envolve agulha, contraste ou radiação e não costuma provocar dor. A principal dificuldade é obter uma amostra sem contaminação e entregá-la nas condições adequadas.


Se não conseguir urinar ou tiver dificuldades para a higiene e a coleta, peça orientação ao serviço. Não é preciso fazer esforço nem ingerir grandes volumes de líquido de uma vez.


Entregue a amostra no prazo indicado. Se houver demora, siga a orientação do laboratório sobre conservação e transporte; não deixe o frasco por horas em local quente.


Depois da entrega, a rotina pode ser mantida. Leve o laudo completo e os resultados anteriores à consulta, porque a evolução ao longo do tempo importa mais que uma pequena oscilação isolada.


Uma alteração persistente, um aumento relevante em relação aos exames anteriores ou albuminúria na categoria A3 merece avaliação médica e um plano de acompanhamento. O prazo depende também da filtração renal e dos sintomas.


Procure atendimento mais rápido se houver redução importante da urina, falta de ar, inchaço intenso ou sangue visível na urina. Na gravidez, dor de cabeça forte, alterações da visão ou dor na parte alta da barriga exigem avaliação, especialmente com pressão elevada.


RAC é igual a creatinina do sangue?


Não. A RAC compara albumina e creatinina na urina. A creatinina do sangue ajuda a estimar a capacidade dos rins de filtrar.


Preciso coletar urina durante 24 horas?


Não para a RAC em amostra isolada. Basta a amostra solicitada pelo laboratório.


A primeira urina da manhã é obrigatória?


Ela é preferida em muitas situações, especialmente para confirmar uma alteração. Outra amostra pode ser aceita conforme o pedido.


Microalbuminúria é uma proteína diferente?


Não. É um nome antigo para uma quantidade moderadamente aumentada de albumina na urina, não para uma albumina de tamanho menor.


Um resultado aumentado já confirma doença crônica?


Não. Alterações transitórias são possíveis; a persistência e os demais dados precisam ser avaliados.


RAC normal significa que os rins estão perfeitos?


Não. É necessário considerar também a filtração, o exame de urina e a situação clínica.


Posso beber muita água para diminuir a RAC?


Não faça isso. Mantenha hidratação habitual; a relação foi criada justamente para reduzir a influência da concentração da urina.


A RAC mede albumina. A relação proteína/creatinina mede proteínas totais e é outro exame. As duas relações têm aplicações e limites diferentes.


Urina espumosa pode ter várias causas e não permite estimar a RAC. O resultado laboratorial e o acompanhamento são necessários para saber se existe perda de albumina.


KDIGO. Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. 2024. https://kdigo.org/wp-content/uploads/2024/03/KDIGO-2024-CKD-Guideline.pdf


NIDDK. Assess Urine Albumin. https://www.niddk.nih.gov/health-information/professionals/clinical-tools-patient-management/kidney-disease/identify-manage-patients/evaluate-ckd/assess-urine-albumin


NIDDK. Albuminuria: Albumin in the Urine. https://www.niddk.nih.gov/health-information/kidney-disease/chronic-kidney-disease-ckd/tests-diagnosis/albuminuria-albumin-urine


NIDDK. Chronic Kidney Disease Tests & Diagnosis. https://www.niddk.nih.gov/health-information/kidney-disease/chronic-kidney-disease-ckd/tests-diagnosis


Fontes consultadas em 10/10/2026.

bottom of page