Doença Renal Crônica
A doença renal crônica é uma condição em que alterações na estrutura ou no funcionamento dos rins persistem por pelo menos três meses, podendo comprometer progressivamente sua capacidade de filtrar o sangue e realizar outras funções importantes.

Última revisão:
22 de setembro de 2026 às 02:37:54
A doença renal crônica, também conhecida pela sigla DRC, ocorre quando existe uma alteração na estrutura ou no funcionamento dos rins que persiste por pelo menos três meses e tem repercussão para a saúde.
Os rins são responsáveis por muito mais do que simplesmente produzir urina. Eles ajudam a eliminar resíduos do organismo e excesso de líquidos, participam do controle da pressão arterial, mantêm o equilíbrio de minerais e da acidez do sangue e produzem substâncias envolvidas na formação das células do sangue e na saúde dos ossos.
Na DRC, parte dessas funções pode ser progressivamente comprometida.
Uma característica importante é que a doença frequentemente evolui de maneira silenciosa. Nas fases iniciais, muitas pessoas se sentem completamente bem e descobrem a alteração apenas por exames de sangue ou urina.
DRC também não significa automaticamente que os rins irão parar de funcionar ou que será necessária diálise. Muitas pessoas permanecem por anos com doença estável, especialmente quando a causa é identificada e os fatores associados à progressão são adequadamente controlados.
A gravidade e o risco de progressão são avaliados principalmente considerando a causa da doença, a taxa de filtração glomerular e a quantidade de albumina eliminada na urina.
A doença renal crônica não possui uma única causa. Diversas condições podem provocar lesões persistentes nos rins.
Entre as causas mais frequentes estão o diabetes mellitus e a hipertensão arterial, especialmente quando permanecem inadequadamente controlados durante longos períodos.
Outras possíveis causas incluem:
doenças dos glomérulos, estruturas responsáveis pela filtração do sangue;
doenças autoimunes, como o lúpus;
doenças hereditárias, como a doença renal policística;
alterações congênitas dos rins ou das vias urinárias;
obstrução prolongada do fluxo urinário;
infecções ou inflamações renais recorrentes;
doenças tubulointersticiais;
exposição prolongada a determinadas substâncias ou medicamentos que podem lesar os rins;
episódios graves ou repetidos de lesão renal aguda.
Em algumas pessoas, mais de um mecanismo está presente. Em outras, mesmo após investigação, a causa exata pode não ser identificada.
Diabetes e hipertensão estão entre as principais causas de DRC em adultos, embora numerosas doenças renais e sistêmicas possam levar ao quadro.
Algumas pessoas apresentam maior probabilidade de desenvolver doença renal crônica.
Os principais fatores associados incluem:
diabetes;
hipertensão arterial;
doenças cardiovasculares;
idade mais avançada;
obesidade;
histórico familiar de doença renal crônica ou falência renal;
tabagismo;
doenças glomerulares;
doenças renais hereditárias;
episódios prévios de lesão renal aguda;
uso frequente ou prolongado de substâncias potencialmente tóxicas para os rins.
Ter um desses fatores não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá DRC. Entretanto, indivíduos de maior risco podem se beneficiar de avaliação periódica da função renal e da presença de albumina na urina.
Entre pessoas que já apresentam DRC, fatores como pressão arterial inadequadamente controlada, albuminúria elevada, diabetes mal controlado, tabagismo e determinadas exposições nefrotóxicas também podem favorecer a progressão da doença.
A doença renal crônica costuma ser silenciosa nas fases iniciais. É possível apresentar redução da função renal ou perda de proteína pela urina sem sentir qualquer sintoma.
Conforme a doença se torna mais avançada ou surgem complicações, podem aparecer manifestações como:
cansaço e fraqueza;
inchaço nos pés, tornozelos ou pernas;
falta de ar;
redução do apetite;
náuseas ou vômitos;
coceira persistente;
alterações do sono;
dificuldade de concentração;
câimbras;
aumento da necessidade de urinar durante a noite;
alterações na quantidade de urina;
urina persistentemente espumosa, quando existe perda importante de proteínas;
sangue na urina em algumas doenças;
piora da pressão arterial.
A presença ou ausência desses sintomas não permite determinar sozinha a função dos rins. Algumas pessoas apresentam doença avançada com poucos sintomas, enquanto outras desenvolvem manifestações por complicações específicas.
Por isso, exames de sangue e urina são fundamentais para identificar e acompanhar a DRC.
A doença renal crônica não possui uma única causa. Diversas condições podem provocar lesões persistentes nos rins.
Entre as causas mais frequentes estão o diabetes mellitus e a hipertensão arterial, especialmente quando permanecem inadequadamente controlados durante longos períodos.
Outras possíveis causas incluem:
doenças dos glomérulos, estruturas responsáveis pela filtração do sangue;
doenças autoimunes, como o lúpus;
doenças hereditárias, como a doença renal policística;
alterações congênitas dos rins ou das vias urinárias;
obstrução prolongada do fluxo urinário;
infecções ou inflamações renais recorrentes;
doenças tubulointersticiais;
exposição prolongada a determinadas substâncias ou medicamentos que podem lesar os rins;
episódios graves ou repetidos de lesão renal aguda.
Em algumas pessoas, mais de um mecanismo está presente. Em outras, mesmo após investigação, a causa exata pode não ser identificada.
Diabetes e hipertensão estão entre as principais causas de DRC em adultos, embora numerosas doenças renais e sistêmicas possam levar ao quadro.
