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Dipirona

A dipirona é um medicamento analgésico e antitérmico muito utilizado no Brasil para aliviar dores e reduzir a febre. Está disponível em diferentes concentrações e apresentações para adultos e crianças.

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Dipirona

500mg

Revisado em:

23 de setembro de 2026


A dipirona é um medicamento utilizado principalmente para aliviar a dor e reduzir a febre.

Também é conhecida internacionalmente pelo nome metamizol. No Brasil, aparece nas bulas atuais principalmente como dipirona monoidratada, embora muitas pessoas ainda conheçam o medicamento como dipirona sódica.

Pertence ao grupo dos derivados das pirazolonas e possui efeitos analgésico e antitérmico importantes. Diferentemente dos anti-inflamatórios tradicionais, seu efeito anti-inflamatório é relativamente pequeno e não é essa sua principal utilização.

Existem diversas apresentações, incluindo comprimidos, gotas, solução oral, supositórios e formulações injetáveis.


A dipirona é indicada principalmente para:

  • aliviar dores de diferentes origens;

  • reduzir a febre.

Pode ser utilizada em situações como dor de cabeça, dor de dente, dores musculares, dores após procedimentos e outras condições dolorosas, desde que respeitadas as contraindicações e as características da apresentação utilizada.

A dipirona trata o sintoma, como dor ou febre, mas não necessariamente a causa do problema. Por isso, sintomas intensos, persistentes ou recorrentes podem precisar de investigação.


A dipirona é rapidamente transformada pelo organismo em substâncias ativas que participam do seu efeito contra a dor e a febre.

Seu mecanismo de ação ainda não está totalmente esclarecido. Evidências indicam participação de vias relacionadas às prostaglandinas, à modulação da percepção da dor no sistema nervoso e possivelmente a outros sistemas envolvidos no controle da dor.

O efeito antitérmico ocorre por atuação nos mecanismos responsáveis pela regulação da temperatura corporal.

Após administração oral, o efeito costuma começar em aproximadamente 30 a 60 minutos e geralmente dura cerca de quatro horas.


A forma de usar a dipirona depende da apresentação, concentração, idade e peso da pessoa.

Em comprimidos utilizados por adultos e adolescentes acima de 15 anos, bulas brasileiras de referência incluem:

  • comprimidos de 500 mg: 1 a 2 comprimidos por dose, podendo ser repetidos conforme as orientações da bula;

  • comprimidos de 1 g: ½ a 1 comprimido por dose.

Nessas apresentações, as bulas permitem até quatro administrações ao dia, respeitando os intervalos e a quantidade máxima indicada.

Para crianças, soluções orais e gotas são geralmente calculadas de acordo com peso e faixa etária, e a concentração do produto precisa ser observada cuidadosamente.

A dipirona também existe em formulações injetáveis, cuja utilização possui cuidados próprios e não deve ser tratada como equivalente ao uso domiciliar das formas orais.

É importante verificar a concentração na embalagem porque, por exemplo, 50 mg/mL e 500 mg/mL são concentrações muito diferentes.


A dipirona está disponível no Brasil em várias formas farmacêuticas e concentrações.

Entre as apresentações encontradas estão:

  • comprimidos de 500 mg;

  • comprimidos de 1 g;

  • comprimidos efervescentes de 1 g;

  • gotas, frequentemente na concentração de 500 mg/mL;

  • solução oral de 50 mg/mL;

  • supositórios de 300 mg em determinadas apresentações pediátricas;

  • solução injetável, frequentemente com 500 mg/mL.

As apresentações disponíveis, embalagens, concentrações e limites de idade podem variar entre fabricantes.

Por isso, a quantidade em miligramas e a forma farmacêutica devem ser conferidas na embalagem e na bula do produto específico.


A dipirona não deve ser utilizada em algumas situações.

Entre as principais contraindicações descritas nas bulas brasileiras estão:

  • alergia à dipirona ou a outros derivados das pirazolonas ou pirazolidinas;

  • histórico de agranulocitose causada por dipirona ou medicamentos semelhantes;

  • alterações importantes da medula óssea ou doenças do sistema responsável pela produção das células do sangue;

  • histórico de reações cutâneas graves relacionadas à dipirona;

  • pessoas que já apresentaram broncoespasmo, urticária, rinite, angioedema ou outras reações importantes após determinados analgésicos;

  • porfiria hepática aguda intermitente;

  • deficiência congênita de G6PD, devido ao risco de hemólise;

  • crianças com menos de 3 meses ou peso inferior a 5 kg.

Durante a gravidez e amamentação existem restrições específicas, descritas em seção própria.

Além disso, cada formulação pode possuir contraindicações adicionais relacionadas à idade, via de administração ou componentes da fórmula.


Embora a dipirona seja amplamente utilizada, algumas reações adversas importantes exigem atenção.

Agranulocitose: é uma redução acentuada de um tipo de glóbulo branco responsável pela defesa contra infecções. É uma reação rara, porém potencialmente grave. Pode surgir independentemente da dose e mesmo em pessoas que já utilizaram dipirona anteriormente sem problemas.

Febre, calafrios, dor de garganta ou feridas dolorosas na boca, nariz, garganta ou região genital podem ser sinais de alerta.

Reações alérgicas: podem variar de manifestações na pele até broncoespasmo, angioedema e choque anafilático.

Reações graves da pele: foram descritas síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica e DRESS. Bolhas, descamação da pele ou feridas nas mucosas exigem avaliação imediata.

Pressão baixa: pode ocorrer, principalmente com a administração injetável ou em pessoas desidratadas, com pressão baixa prévia ou circulação comprometida.

Rins e fígado: pessoas com comprometimento renal ou hepático podem apresentar eliminação mais lenta do medicamento. Também há relatos raros de lesão hepática induzida pela dipirona.

Em pessoas idosas ou debilitadas, a função renal e hepática deve ser considerada.


Muitas pessoas utilizam dipirona sem apresentar efeitos adversos importantes. Entretanto, algumas reações podem ocorrer.

Entre os efeitos relatados estão:

  • reações alérgicas, coceira, urticária e inchaço;

  • queda da pressão arterial;

  • alterações na pele;

  • alterações da função dos rins;

  • alterações das células do sangue;

  • alterações hepáticas;

  • raramente, reações alérgicas graves.

Entre as reações hematológicas mais importantes estão agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia e anemia aplástica.

A agranulocitose merece atenção especial porque pode ser grave e ocorrer mesmo após usos anteriores sem complicações.

Também foram descritas reações cutâneas graves, lesão hepática e, muito raramente, lesão renal aguda.


A dipirona pode interferir com outros medicamentos.

Entre as interações relevantes descritas atualmente estão:

Bupropiona, efavirenz, metadona, ciclosporina, tacrolimo e sertralina: a dipirona pode estimular enzimas responsáveis pela metabolização desses medicamentos e reduzir suas concentrações no sangue.

Valproato: a dipirona pode reduzir suas concentrações e potencialmente diminuir seu efeito.

Metotrexato: a associação pode aumentar o risco de toxicidade sobre as células do sangue, especialmente em pessoas idosas.

Ácido acetilsalicílico em baixa dose: a dipirona pode reduzir o efeito antiagregante plaquetário utilizado para proteção cardiovascular.

A dipirona também pode interferir em alguns exames laboratoriais que utilizam determinadas reações químicas, incluindo medições de creatinina, triglicerídeos, HDL e ácido úrico.

Por isso, é importante informar outros medicamentos de uso contínuo antes de utilizar dipirona repetidamente.


A dipirona é rapidamente transformada pelo organismo em substâncias ativas que participam do seu efeito contra a dor e a febre.

Seu mecanismo de ação ainda não está totalmente esclarecido. Evidências indicam participação de vias relacionadas às prostaglandinas, à modulação da percepção da dor no sistema nervoso e possivelmente a outros sistemas envolvidos no controle da dor.

O efeito antitérmico ocorre por atuação nos mecanismos responsáveis pela regulação da temperatura corporal.

Após administração oral, o efeito costuma começar em aproximadamente 30 a 60 minutos e geralmente dura cerca de quatro horas.


Crianças

A dipirona é contraindicada para crianças com menos de 3 meses de idade ou peso inferior a 5 kg.

As apresentações possuem restrições diferentes. Comprimidos de 500 mg e 1 g, por exemplo, são destinados a adultos e adolescentes acima de 15 anos nas bulas de referência, enquanto gotas e soluções orais podem ser utilizadas em crianças menores quando adequadas à idade e ao peso.

Em crianças, a dose deve considerar peso corporal e concentração da formulação.


Idosos

Pessoas idosas podem apresentar redução da função dos rins ou do fígado, o que pode diminuir a velocidade de eliminação do medicamento.

Por isso, principalmente em uso repetido ou em doses elevadas, essas condições devem ser consideradas.


A dipirona costuma ser utilizada de acordo com a necessidade ou em intervalos definidos.

Quando existe um esquema de horários e uma dose é esquecida, ela pode ser tomada assim que lembrada.

Entretanto, se já estiver próximo do horário da próxima dose, deve-se aguardar esse horário.

Não se deve dobrar a dose para compensar uma dose esquecida.


O uso de quantidade muito maior do que a recomendada pode causar:

  • náuseas e vômitos;

  • dor abdominal;

  • alterações da função dos rins, inclusive insuficiência renal aguda;

  • tontura e sonolência;

  • convulsões ou coma em situações graves;

  • queda importante da pressão arterial;

  • alterações do ritmo cardíaco.

Em doses muito elevadas, a urina pode adquirir coloração avermelhada devido à eliminação de um metabólito da dipirona.

Não existe um antídoto específico.

Em caso de superdose, deve-se procurar atendimento rapidamente e, se possível, levar a embalagem do medicamento.

O telefone do Disque-Intoxicação é 0800 722 6001.


As condições exatas devem ser verificadas na embalagem do fabricante.

Em apresentações de referência de dipirona, a orientação é manter o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 °C e 30 °C, protegido da luz e da umidade.

O produto deve permanecer na embalagem original e fora do alcance de crianças.

Medicamentos vencidos ou com alteração inesperada de aparência não devem ser utilizados.


Interrompa o uso e procure atendimento rapidamente caso apareçam:

  • falta de ar, chiado intenso ou dificuldade para respirar;

  • inchaço da face, boca, língua ou garganta;

  • desmaio ou queda importante da pressão;

  • bolhas, descamação extensa da pele ou feridas nas mucosas;

  • febre associada a calafrios, dor de garganta ou feridas dolorosas na boca;

  • manchas roxas inexplicadas, sangramento ou palidez intensa;

  • redução importante da quantidade de urina;

  • pele ou olhos amarelados, urina escura ou outros sinais sugestivos de lesão do fígado.

Febre, calafrios e dor de garganta durante o uso de dipirona merecem atenção porque podem ser manifestações de agranulocitose, mesmo quando a pessoa já utilizou o medicamento anteriormente sem problemas.


Dipirona é anti-inflamatório?

Sua principal utilização clínica é como analgésico e antitérmico. Embora possua alguns efeitos relacionados a vias inflamatórias, sua ação anti-inflamatória é relativamente pequena quando comparada aos anti-inflamatórios tradicionais.


Dipirona e metamizol são a mesma coisa?

Sim. Metamizol é o nome utilizado internacionalmente para a substância conhecida no Brasil como dipirona.


Quanto tempo demora para fazer efeito?

Após administração oral, o efeito costuma começar em aproximadamente 30 a 60 minutos e geralmente dura cerca de quatro horas.


Dipirona pode baixar a pressão?

Pode. Quedas da pressão são descritas, principalmente com determinadas condições clínicas e com a administração injetável.


Quem já tomou dipirona várias vezes sem problema pode desenvolver alergia ou agranulocitose depois?

Sim. A bula atual alerta que reações graves podem surgir mesmo depois de usos anteriores sem complicações.


Dipirona pode ser usada em crianças?

Sim, existem apresentações pediátricas, mas a idade mínima, o peso e a dose dependem da formulação. Menores de 3 meses ou com menos de 5 kg não devem receber dipirona.


Dipirona pode ser usada na gravidez?

Existem restrições conforme o período da gestação. Deve ser evitada nos três primeiros meses, usada no segundo trimestre apenas após avaliação médica e não deve ser utilizada nos três últimos meses.


Dipirona oral e dipirona injetável não possuem o mesmo perfil de uso

Quando falamos genericamente em “dipirona”, é importante observar a apresentação.

Comprimidos, gotas e soluções orais estão amplamente disponíveis no Brasil e várias dessas apresentações são classificadas como medicamentos isentos de prescrição.

Já algumas formulações injetáveis são classificadas como medicamentos sob prescrição e podem ter uso restrito a estabelecimentos de saúde.

A via injetável também apresenta cuidados adicionais, inclusive maior preocupação com quedas importantes da pressão arterial.

Por isso, a classificação de venda e as orientações não devem ser extrapoladas automaticamente de uma apresentação para outra.


OPELLA HEALTHCARE BRAZIL LTDA. Novalgina® — dipirona monoidratada. Bula para paciente e profissional. Comprimidos 500 mg e 1 g. Bula brasileira vigente consultada em setembro de 2026.

OPELLA HEALTHCARE BRAZIL LTDA. Novalgina® — dipirona monoidratada. Solução oral e gotas. Bulas aprovadas pela Anvisa em março de 2026.

ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Bulário Eletrônico e Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição. Consultados em setembro de 2026.

Brinkman DJ et al. Pharmacology and relevant drug interactions of metamizole. British Journal of Clinical Pharmacology. 2025.

Sanofi / Opella Healthcare Brazil. Informações regulatórias de Anador® — dipirona monoidratada.

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©2023 por Dr. Me Explica! Informação em Saúde

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