Losartana
A losartana é um medicamento usado principalmente no tratamento da pressão alta. Também pode ser utilizada em algumas pessoas com insuficiência cardíaca e para proteção dos rins em situações específicas, especialmente no diabetes tipo 2 com perda de proteína pela urina.

Losartana
50mg
Revisado em:
23 de setembro de 2026
A losartana é um medicamento anti-hipertensivo pertencente ao grupo dos antagonistas dos receptores da angiotensina II, também chamados de BRA ou ARA II.
É utilizada principalmente para reduzir a pressão arterial, mas seus efeitos sobre o sistema renina-angiotensina também podem ser úteis em determinadas doenças cardíacas e renais.
O medicamento encontrado nas farmácias geralmente contém losartana potássica, que é administrada por via oral.
A losartana não é um diurético. Embora possa ser utilizada junto com diuréticos, como a hidroclorotiazida, são medicamentos diferentes e também existem produtos que combinam as duas substâncias em um mesmo comprimido.
A losartana pode ser utilizada em diferentes situações, dependendo da avaliação médica.
Entre suas principais indicações estão:
tratamento da hipertensão arterial, conhecida como pressão alta;
tratamento de determinadas pessoas com insuficiência cardíaca, especialmente quando o uso de um inibidor da ECA não é considerado adequado;
redução do risco de determinados eventos cardiovasculares em pacientes hipertensos com hipertrofia do ventrículo esquerdo;
proteção dos rins em pessoas com diabetes tipo 2 e proteinúria, ajudando a retardar a progressão da doença renal.
A indicação pode variar conforme as características clínicas de cada pessoa e os demais medicamentos utilizados.
O organismo produz uma substância chamada angiotensina II, que atua principalmente fazendo os vasos sanguíneos se contraírem e estimulando mecanismos que podem aumentar a pressão arterial.
A losartana bloqueia principalmente o receptor AT1, um dos receptores por meio dos quais a angiotensina II exerce seus efeitos.
Com esse bloqueio, os vasos sanguíneos tendem a ficar mais relaxados, facilitando a circulação do sangue e contribuindo para a redução da pressão arterial.
Esse mecanismo também reduz determinados efeitos da angiotensina II sobre o coração e os rins, o que explica sua utilização em algumas situações de insuficiência cardíaca e doença renal.
Diferentemente dos inibidores da enzima conversora da angiotensina, os chamados inibidores da ECA, a losartana não atua bloqueando diretamente essa enzima.
A losartana é administrada por via oral e pode ser tomada com ou sem alimentos.
A dose depende da condição tratada, da resposta da pressão arterial, de outras doenças presentes e dos medicamentos utilizados em conjunto.
Para hipertensão, 50 mg uma vez ao dia é uma dose inicial e de manutenção frequentemente utilizada em adultos, mas algumas pessoas podem necessitar de doses menores ou maiores.
O efeito anti-hipertensivo não precisa estar completo nos primeiros dias: o efeito máximo pode levar aproximadamente 3 a 6 semanas após o início do tratamento ou ajuste da dose.
Por isso, a dose não deve ser aumentada, reduzida ou interrompida com base apenas em uma medida isolada da pressão.
Pessoas com perda importante de líquidos, uso de doses elevadas de diuréticos, alterações hepáticas ou outras situações específicas podem necessitar de estratégias diferentes.
É útil tomar o medicamento aproximadamente no mesmo horário todos os dias. A dose prescrita e a duração do tratamento devem ser seguidas conforme orientação profissional.
A losartana potássica é encontrada principalmente na forma de comprimidos revestidos de uso oral.
No Brasil, as apresentações disponíveis podem variar de acordo com o fabricante. Existem produtos registrados contendo:
25 mg;
50 mg;
100 mg.
A apresentação de 50 mg é uma das mais encontradas.
O número de comprimidos por embalagem e os excipientes também variam conforme o fabricante.
Existem ainda medicamentos que associam losartana a outras substâncias, especialmente a hidroclorotiazida. Essas associações são produtos diferentes da losartana utilizada isoladamente.
A losartana não deve ser utilizada por pessoas com alergia à losartana ou a algum componente da formulação.
A bula brasileira também apresenta contraindicações importantes em situações específicas, incluindo:
uso durante o segundo e o terceiro trimestre da gravidez;
insuficiência hepática grave;
determinadas combinações com alisquireno, especialmente em pacientes com diabetes e comprometimento renal.
Pessoas que utilizam outros medicamentos que atuam sobre o sistema renina-angiotensina precisam de avaliação cuidadosa, porque determinadas associações podem aumentar o risco de pressão muito baixa, aumento do potássio e piora da função renal.
Como excipientes variam entre fabricantes, alergias ou intolerâncias específicas também devem ser conferidas na bula do produto utilizado.
Algumas situações exigem atenção especial durante o uso da losartana.
Pressão baixa: pessoas desidratadas, com vômitos ou diarreia importantes, com ingestão muito reduzida de sal ou utilizando doses elevadas de diuréticos podem apresentar queda acentuada da pressão, especialmente no início do tratamento.
Função dos rins: em determinadas pessoas, especialmente aquelas com doença renal, insuficiência cardíaca, redução do fluxo sanguíneo para os rins ou estreitamento das artérias renais, pode ocorrer piora da função renal.
Potássio elevado: a losartana pode aumentar a concentração de potássio no sangue. O risco é maior em pessoas com doença renal ou que utilizam outros medicamentos ou suplementos capazes de elevar o potássio.
Angioedema: embora incomum, pode ocorrer inchaço da face, lábios, língua ou garganta. Pessoas com histórico de angioedema merecem atenção especial.
Alterações hepáticas: problemas importantes no fígado podem alterar a quantidade de medicamento disponível no organismo.
Tontura: algumas pessoas podem apresentar tontura ou sonolência, especialmente no início do tratamento ou após aumento de dose.
Durante o acompanhamento, o profissional pode solicitar exames como creatinina e potássio, principalmente em pacientes de maior risco.
Nem todas as pessoas apresentam efeitos adversos durante o tratamento com losartana.
Entre as reações relatadas estão:
tontura;
sensação de fraqueza ou fadiga;
queda excessiva da pressão em algumas situações;
aumento do potássio no sangue;
alterações da função dos rins;
aumento da creatinina ou ureia em determinados pacientes;
sonolência ou dor de cabeça;
alterações gastrointestinais;
alterações da pele, como coceira, urticária ou erupções.
A tontura está entre as reações mais frequentemente relatadas nos estudos clínicos.
Reações graves são menos frequentes, mas podem incluir angioedema, com inchaço da face, lábios, língua ou garganta, e alterações importantes da função renal ou do pot ássio.
O aparecimento de um efeito adverso não significa necessariamente que o medicamento precise ser suspenso imediatamente. A conduta depende do tipo e da intensidade da reação e deve ser avaliada individualmente.
A losartana pode interagir com outros medicamentos e substâncias.
Entre as interações importantes estão:
Medicamentos ou suplementos que aumentam o potássio: suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio, diuréticos poupadores de potássio — como espironolactona, amilorida e triantereno — e alguns outros medicamentos podem aumentar o risco de hipercalemia.
Lítio: a losartana pode reduzir a eliminação do lítio e aumentar sua concentração no sangue. Quando a associação é necessária, pode ser preciso monitorar os níveis de lítio.
Anti-inflamatórios não esteroides: medicamentos como ibuprofeno, diclofenaco e outros AINEs podem reduzir o efeito anti-hipertensivo e, em pessoas suscetíveis, aumentar o risco de piora da função renal.
Outros bloqueadores do sistema renina-angiotensina: associar losartana a inibidores da ECA ou alisquireno pode aumentar o risco de hipotensão, potássio elevado e insuficiência renal e não é uma estratégia utilizada rotineiramente.
Rifampicina e fluconazol podem alterar a formação ou os níveis do metabólito ativo da losartana.
Por isso, medicamentos de uso contínuo, suplementos e até substitutos do sal devem ser informados ao profissional responsável pelo tratamento.
O organismo produz uma substância chamada angiotensina II, que atua principalmente fazendo os vasos sanguíneos se contraírem e estimulando mecanismos que podem aumentar a pressão arterial.
A losartana bloqueia principalmente o receptor AT1, um dos receptores por meio dos quais a angiotensina II exerce seus efeitos.
Com esse bloqueio, os vasos sanguíneos tendem a ficar mais relaxados, facilitando a circulação do sangue e contribuindo para a redução da pressão arterial.
Esse mecanismo também reduz determinados efeitos da angiotensina II sobre o coração e os rins, o que explica sua utilização em algumas situações de insuficiência cardíaca e doença renal.
Diferentemente dos inibidores da enzima conversora da angiotensina, os chamados inibidores da ECA, a losartana não atua bloqueando diretamente essa enzima.
Idosos: a idade isoladamente geralmente não exige mudança da dose inicial. Entretanto, idosos apresentam maior probabilidade de utilizar vários medicamentos e de possuir alterações renais, cardiovasculares ou do equilíbrio de líquidos, fatores que precisam ser considerados.
Crianças e adolescentes: a indicação varia conforme o produto e a regulamentação de cada país. Nas bulas brasileiras de losartana utilizadas como referência para esta página, o produto é apresentado como uso adulto, e a bula profissional consultada informa que segurança e eficácia em crianças não foram estabelecidas para aquela apresentação.
Por isso, o uso pediátrico não deve ser extrapolado automaticamente a partir das doses empregadas em adultos.
Se uma dose for esquecida, não se deve tomar uma dose extra ou dobrar a próxima dose para compensar.
A bula orienta tomar a próxima dose no horário habitual.
Se houver dúvida sobre o horário, principalmente quando já estiver próximo da dose seguinte, procure orientação do médico ou farmacêutico.
A quantidade de informações disponíveis sobre superdose de losartana em seres humanos é limitada.
As manifestações mais prováveis são:
queda importante da pressão arterial;
aumento da frequência cardíaca;
em algumas situações, redução da frequência cardíaca.
Em caso de ingestão de quantidade muito maior do que a prescrita, procure atendimento médico e, se possível, leve a embalagem ou informações sobre o medicamento utilizado.
A losartana e seu principal metabólito ativo não são removidos de maneira eficaz por hemodiálise.
No Brasil, o serviço de orientação toxicológica pode ser acessado pelo número 0800 722 6001.
As condições exatas de armazenamento devem sempre ser verificadas na embalagem do fabricante.
Para apresentações de losartana potássica consultadas em bula brasileira, a orientação é manter o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 °C e 30 °C, protegido da luz e da umidade.
O medicamento deve permanecer em sua embalagem original e fora do alcance de crianças.
Medicamentos vencidos ou com alteração de aparência não devem ser utilizados.
Durante o tratamento com losartana, algumas situações merecem avaliação médica.
Procure atendimento imediatamente se ocorrer:
inchaço súbito da face, lábios, língua ou garganta;
dificuldade para respirar ou engolir;
desmaio ou queda importante da pressão acompanhada de mal-estar intenso;
redução importante da quantidade de urina;
fraqueza intensa, palpitações ou outros sintomas que possam estar associados a alterações importantes do potássio.
Entre em contato com o profissional responsável se:
houver vômitos ou diarreia intensos ou prolongados;
ocorrer tontura persistente;
exames mostrarem aumento importante de creatinina ou potássio;
a pressão permanecer excessivamente baixa;
houver suspeita ou confirmação de gravidez.
Alterações de dose ou suspensão do medicamento devem ser definidas conforme a situação clínica.
Losartana é diurético?
Não. A losartana é um bloqueador do receptor da angiotensina II. Ela pode ser utilizada junto com diuréticos e também existe em medicamentos combinados com hidroclorotiazida, mas a losartana isoladamente não é um diurético.
Posso tomar losartana com comida?
Sim. A losartana pode ser tomada com ou sem alimentos.
A losartana começa a fazer efeito no primeiro dia?
A pressão pode começar a diminuir antes, mas o efeito anti-hipertensivo máximo pode levar aproximadamente 3 a 6 semanas. Por isso, o resultado do tratamento não deve ser avaliado apenas pelas primeiras doses.
Se minha pressão normalizou, posso parar de tomar?
A pressão normal durante o tratamento pode significar justamente que o medicamento está funcionando. A interrupção deve ser discutida com o profissional responsável.
Losartana pode aumentar o potássio?
Sim. Esse é um efeito conhecido e pode ser mais importante em pessoas com doença renal ou que usam suplementos de potássio, certos diuréticos ou outros medicamentos que aumentam o potássio.
Losartana protege os rins?
Em determinadas situações, sim. A losartana possui indicação para retardar a progressão da doença renal em pessoas com diabetes tipo 2 e proteinúria. Isso não significa, porém, que seja indicada para toda pessoa com doença renal.
Losartana não é a mesma coisa que losartana + hidroclorotiazida
É comum encontrar medicamentos com nomes parecidos, mas existem diferenças importantes.
A losartana isolada contém apenas losartana potássica.
Já produtos denominados losartana + hidroclorotiazida associam um bloqueador da angiotensina a um diurético.
As indicações, concentrações, contraindicações, efeitos adversos e cuidados não são exatamente iguais.
Por isso, informações sobre uma formulação não devem ser automaticamente aplicadas à outra.
A concentração também deve ser observada: um comprimido de 50 mg e um comprimido de 100 mg possuem quantidades diferentes do princípio ativo e não devem ser tratados como equivalentes sem considerar a prescrição.
Eurofarma Laboratórios S.A. Losartana potássica — bula para profissional da saúde e bula para paciente. Comprimido revestido 50 mg. Bula brasileira consultada em setembro de 2026.
ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Bulas de medicamentos contendo losartana potássica disponíveis no Bulário Eletrônico.
Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO). KDIGO 2024 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. Kidney International. 2024.
European Society of Cardiology (ESC). 2024 ESC Guidelines for the Management of Elevated Blood Pressure and Hypertension. European Heart Journal. 2024.
DailyMed / U.S. National Library of Medicine. Losartan Potassium — prescribing information. Atualização consultada em 2026.
